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HENRIQUE
DA COSTA MECKING (1952)

No
mundo do xadrez, o nome Henrique da Costa Mecking, o Mequinho, jamais
será esquecido. Nascido em 1952, Mequinho é o melhor
enxadrista que o Brasil já produziu. Sua evolução
na juventude só é comparável a outros gênios,
como o norte-americano Bobby Fischer e o russo Garry Kasparov.
Campeão
brasileiro absoluto aos 13 anos, em 1965. Mequinho conquistou o
título sul-americano no ano seguinte e, quando completou
15 anos, bateu dois recordes de peso: foi o mais jovem jogador a
vencer um campeonato continental e, de quebra, tornou-se, naquela
época, o mais jovem mestre internacional da história
do xadrez.
No
início da década de 70, quando ganhou o título
de grande mestre internacional, Mequinho foi recebido pela bateria
da Mangueira e, em visita a Brasília, foi homenageado pelo
presidente Emílio Garrastazu Médici.
Vitimado
por uma miastenia doença que ataca e debilita o sistema nervoso
e os músculos, Mequinho abandonou, em 1978, as disputas internacionais
e interrompeu uma carreira que tinha tudo para ser brilhante. Tudo
começou num ponto na garganta e de repente todo o corpo foi
atacado. Sentia dificuldade até para mastigar,
lembrou Mequinho.
No
auge da crise, ele conheceu uma religiosa da Renovação
Carismática Católica e creditou a ela sua recuperação.
Desde então tem dedicado a maior parte de seu tempo à
religião. Em 1989, Mequinho mencionou, em entrevista à
revista Veja, que gostaria de voltar a competir novamente. Estou
pensando em disputar outra vez, mais ainda não sei quando.
Eu decido tudo com oração. Se for por vontade de Deus,
voltarei às competições sim. Mas
até hoje ele ainda não voltou a participar de nenhuma
competição oficial.
Botvinnik-Mecking
/ Hastings, 1966

Korchnoi-Mecking
/ Augusta,1974

Mecking-Spassky
/ Manila, 1976
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