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CEX
Institucional

Sobre o CEX.

O Centro de Excelência de Xadrez é uma instituição dedicada à promoção e ao desenvolvimento do xadrez como ferramenta de educação, esporte e transformação social. Desde Curitiba, formamos jogadores, capacitamos professores, organizamos eventos internacionais e apoiamos projetos socioeducacionais em todo o Paraná.

Missão

Promover o desenvolvimento intelectual e social por meio do xadrez e dos jogos da mente, estimulando educação, pesquisa e inovação para a formação de cidadãos críticos e preparados para os desafios da sociedade.

Visão

Ser referência nacional na promoção do desenvolvimento cognitivo e social por meio do xadrez e jogos da mente.

Valores institucionais

Oito princípios que guiam toda decisão.

  1. 01

    Excelência

    Aprimoramento contínuo em formação, gestão e ações educacionais.

  2. 02

    Educação e Desenvolvimento Intelectual

    Aprendizado, pesquisa e pensamento crítico como pilares.

  3. 03

    Ética e Integridade

    Transparência e responsabilidade em cada decisão.

  4. 04

    Inovação

    Criatividade e soluções estratégicas para novos desafios.

  5. 05

    Meritocracia e Esforço

    Disciplina e dedicação como caminho para o resultado.

  6. 06

    Inclusão e Acesso Social

    Democratização do xadrez em todos os territórios.

  7. 07

    Voluntariado e Espírito Comunitário

    Colaboração e construção coletiva.

  8. 08

    Respeito e Fair Play

    Jogos com ética esportiva, dentro e fora do tabuleiro.

Texto institucional

Apresentação

Os hindus explicam pelas casas do tabuleiro a passagem do tempo e das idades, as grandes influências que regem o mundo e os vínculos que unem o xadrez com as almas humanas.
Al Masudi, historiador árabe, no ano de 947

Há aproximadamente dois mil anos, em algum país do Oriente, surgia o chaturanga, que se transformou no atual jogo de xadrez.

Através de inúmeras guerras e novas rotas comerciais, o xadrez foi introduzido em muitos países do Ocidente, passando por novas metamorfoses.

A característica principal do xadrez praticado nessa época era a profunda elitização que sofria, sendo chamado de "jogo dos reis e rei dos jogos".

Uma mudança importante se dá quando, no século XV, Gutenberg cria o tipo móvel, possibilitando a impressão de livros de xadrez ainda no século XV, como é o caso do "Arte breve y introduccion muy necessaria para saber jugar el Axedrez", do espanhol Lucena, publicado em 1497. A Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro possui um dos dois únicos exemplares deste livro existentes no mundo. Com a proliferação dos livros de xadrez, ocorre a primeira democratização significativa do jogo.

A segunda democratização do jogo de xadrez ocorre na Europa do Leste, já no início do século XX. A URSS investe massivamente no jogo de xadrez e resolve adotá-lo como complemento à educação, experiência que foi utilizada com sucesso em muitos países.

Partindo da premissa de que o desenvolvimento do raciocínio é elemento fundamental para o engajamento sociopolítico de cada cidadão, o ensino do jogo de xadrez nas escolas é o complemento ideal à educação, principalmente quando se refere a educação integral e em tempo integral.

Através dessa atividade, o aluno terá mais que uma opção de lazer, terá a possibilidade de valorizar seu raciocínio por meio de uma atividade lúdica. A escola terá mais uma ferramenta pedagógica para atingir os seguintes objetivos: desenvolver o raciocínio lógico; desenvolver habilidades de observação, reflexão, análise e síntese; desenvolver habilidades e hábitos necessários à tomada de decisões; compreender e solucionar problemas pela análise do contexto geral em que estão inseridos; ampliar os interesses pelas atividades individuais; melhorar o desempenho escolar em todas as áreas de estudo e, em particular, em Matemática.

Deve-se ter em mente que o xadrez simula uma situação de guerra em um contexto lúdico. Cada jogador funciona como um general na condução de um exército. Suas decisões são fundamentais para ganhar ou perder uma partida, reproduzindo o que poderia acontecer em uma batalha — muitas vezes a batalha da vida, mas em ambiente protegido e que inclusive funciona como prevenção primária.

É sob esse prisma que o CEX desenvolve seu projeto de ensino do xadrez nas escolas, auxiliando no desenvolvimento das habilidades cognitivas e na democratização deste jogo-arte-ciência, cuja origem e história se perdem no tempo.

A impossibilidade de conhecer o melhor lance em uma partida de xadrez é que eleva o xadrez de um jogo científico para uma forma de arte, um meio de expressão individual.
John R. Bowman, físico
Origem e democratizações do xadrez

Introdução

Os hindus explicam pelas casas do tabuleiro a passagem do tempo e das idades, as grandes influências que regem o mundo e os vínculos que unem o xadrez com as almas humanas.
Al Masudi, historiador árabe, no ano de 947

Há aproximadamente mil e quinhentos anos, na Índia, surgiu o Chaturanga, que se transformou no atual jogo de xadrez.

Por intermédio de muitas guerras e da busca por novas rotas comerciais, o xadrez foi introduzido nos países ocidentais e, na Idade Média, passou por algumas metamorfoses que o conduziram à forma atual.

A característica principal do xadrez praticado na Idade Média era a profunda elitização que sofria, sendo chamado de "jogo dos reis e rei dos jogos".

Uma mudança importante se deu no século XV, quando Gutenberg criou o tipo móvel, possibilitando a impressão de livros de xadrez, como é o caso do "Arte breve y introduccion muy necessaria para saber jugar el Axedrez", de Lucena, publicado em 1497. A Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro possui um dos poucos exemplares deste livro existentes no mundo. Com a proliferação dos livros de xadrez, ocorreu a primeira democratização significativa do jogo.

A segunda democratização ocorreu na Europa do Leste, já no início do século XX, quando a recém-formada URSS adotou o xadrez como complemento à educação, tornando-se hegemônica nesse esporte.

A terceira democratização iniciou-se com a revolução dos computadores e o advento da Internet, na segunda metade do século XX. A partir da década de 1950, na busca por construir máquinas inteligentes, ciências como Psicologia e Inteligência Artificial apresentaram estudos que aceleraram a produção de enxadristas eletrônicos. O ponto da virada foi quando o Deep Blue derrotou Garry Kasparov. Esse é o resultado natural: assim como não faz sentido uma corrida entre um ser humano e um carro, por que seria razoável o ser humano competir contra uma máquina? O xadrez sempre foi uma ferramenta para ensinar os computadores a se desenvolverem. Projetos como o AlphaZero ensinaram à máquina apenas as regras, e com o passar das partidas ela foi aprendendo com seus próprios erros. Hoje, as máquinas são grandes aliadas na preparação de jogadores e inclusive na detecção de trapaças no jogo online.

Nesta terceira revolução, é a Internet que possibilita o acesso instantâneo às partidas jogadas em torneios no mundo todo, e a adversários em qualquer lugar do planeta — e até fora dele, como foi a partida em 2020 entre os cosmonautas Anatoly Ivanishin e Ivan Vagner, que jogaram contra o grande mestre Sergei Karyakin, terminada em empate.

A impossibilidade de conhecer o melhor lance em uma partida de xadrez é que eleva o xadrez de um jogo científico para uma forma de arte, um meio de expressão individual.
John R. Bowman, físico
Governança

Quem responde pelo CEX.

Conselho de Administração
  • Jonel Nazareno Iurk
    Presidente
Diretoria Executiva
  • César Souza
    Diretor Superintendente
  • Jaime Sunye Neto
    Diretor Administrativo-Financeiro

    Grande Mestre Internacional, medalhista de ouro na Olimpíada de Manila (1992), sete vezes campeão brasileiro, ex-presidente da CBX e ex-vice-presidente da FIDE.

CEX em números

A trajetória traduzida em números.

25+
anos de atividade enxadrística
4
torneios FIDE por ano
20+
países representados nas competições
500+
atletas em uma única edição
Transparência institucional

Documentos oficiais do CEX.

Estatuto e relatórios ficam disponíveis publicamente. Documentos ainda em preparação aparecem como "em breve" até serem publicados.

Razão social

Centro de Excelência de Xadrez

CNPJ 03.656.694/0001-08

Sem fins lucrativos · desde 2000

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